sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Um Sonho de País

O texto a seguir escrevi baseado na proposta "Qual é o Brasil que queremos para o século XXI?". Resolvi postá-lo hoje pois estamos próximos à eleição presidencial, portanto acho bastante conveniente abordar o assunto. Espero que gostem, deixem seus comentários. 


Pessoas assassinadas nas ruas, escolas e universidades sem aulas, doentes morrendo em portas de hospital, ônibus incendiados, engarrafamentos, poluição. Infelizmente, esse e o Brasil que temos, mas não é o Brasil que queremos. É visível que os altíssimos impostos pagos pela população não estão sendo devidamente aplicados na construção de um país melhor. Para que se alcance um país desenvolvido, uma série de reformas são requeridas.
O sistema público de educação necessita de intensos investimentos em infraestrutura, a fim de proporcionar aos estudantes um ambiente agradável de aprendizagem. Além disso, a contratação de profissionais qualificados é essencial para que haja um bom ensino e, para isso, é preciso aumentar seus salários. Com boa infraestrutura e bons professores, os estudantes terão mais prazer em frequentar as escolas e universidades, aumentando o número de pessoas escolarizadas e graduadas que são, consequentemente, mais esclarecidas e cultas.
São requeridas também melhorias no sistema de saúde pública. Apesar da implementação do programa Mais Médicos, alguns dos profissionais cubanos ainda não finalizaram sua graduação e, muitas vezes, não encontram as condições adequadas para trabalhar nos hospitais. A falta de certos equipamentos e salas leva à morte de muitos pacientes à espera de atendimento. Dessa forma, assim como no sistema público de educação, investimentos na infraestrutura e na contratação de profissionais mais qualificados são necessários para oferecer à população um sistema de saúde de qualidade.
Melhorias na segurança pública são também essenciais. Para isso, deve haver maior policiamento nas ruas para prender criminosos em flagrante e proteger a população. Além de uma profunda reforma legislativa que aumente a pena para certos crimes e ainda impeça a redução de pena. Com isso, melhorias no sistema carcerário, construindo mais presídios e reforçando sua segurança são fundamentais. Assim, a população poderá andar pelas ruas e utilizar o transporte público tranquilamente, diminuindo inclusive o fluxo de carros nas vias, os engarrafamentos e a poluição.
O Brasil que queremos não é inatingível. Porém é necessário começarmos a mudar imediatamente para que a longo prazo, possamos viver em um país melhor. A mudança começa por nós, que devemos eleger pessoas dignas e qualificadas como nossos representantes. Estes, uma vez eleitos, devem honrar a confiança dada a eles pelo povo e exercer com honestidade seu papel político de governar para toda a sociedade em busca do bem comum.
Como todos sabem, o atual governo não exerceu bem seu papel de governar para todos. Desvios de dinheiro, desonestidade, altíssimos gastos com a Copa do Mundo, crescimento da inflação... Alguns afirmam que o governo criou excelentes programas sociais, porém devemos analisar a eficiência desses programas a partir do número de pessoas que deixam de depender deles, ou seja, que conseguiram melhorar sua condição de vida com a ajuda do governo, mas se tornaram independentes financeiramente. Foram criados inúmeros programas sociais que auxiliam as pessoas, mas não vimos ninguém se tornando independente deles. Dessa forma, o governo contribui para a criação de uma sociedade acomodada, que não quer se esforçar e batalhar para subir na vida pois já recebe o auxílio financeiro necessário.
Portanto, pense bem antes de votar. Precisamos escolher um governante que mudará o país, pois é evidente que o Brasil que temos hoje não é o que queremos. Não devemos nos esquecer de todas aquelas manifestações nas ruas que reivindicavam um país melhor. Temos o poder de transformação em nossas mãos, então vamos mostrar nossa força e votar no presidente que trará mudanças. Pode ser que ele ainda não consiga transformar o país no Brasil que queremos, mas começará a trilhar o caminho para que um dia alcancemos o Brasil dos sonhos. 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Seja uma Rapunzel Solidária! Doe cabelo, doe alegria!

Uma das principais consequências do tratamento de quimioterapia em pessoas que lutam para vencer o câncer é a queda de cabelo. Muitas pessoas optam por rapá-lo na tentativa de amenizar o sofrimento da queda. Mas todos sabemos que cortar o cabelo é algo que mexe com qualquer pessoa, principalmente com as mulheres. Agora imagine quem precisa rapá-lo durante o tratamento. A perda de cabelos afeta a identidade das pessoas e isso acaba sendo um fator que dificulta o tratamento da doença, que já é bastante agressivo. Dessa forma, surgiu uma onda de campanhas de doação de cabelos para a confecção de perucas para os pacientes com câncer, especialmente mulheres, que visam melhorar sua auto estima e consequentemente fazer com que o tratamento seja mais eficiente e menos sofrido.
Faça parte desta onda de boa ação e doe um pouco do seu cabelo para quem precisa! Procure locais que recebem as doações em sua cidade. Em Goiânia, você pode fazer sua doação no Cebrom; Clique aqui para mais informações. Se preferir, faça uma doação para a ONG Cabelegria. Eles recebem doações de qualquer lugar do Brasil. Basta cortar no mínimo 15cm de cabelo de qualquer tipo, com tintura ou não, e enviar pelo correio para o endereço indicado no site. Você também pode doar para a ONG Rapunzel Solidária, que assim como o Cabelegria, recebe doações pelo correio de todos os tipos de cabelo. Existem outras campanhas de doação de cabelo, apenas certifique-se de que as doações são realmente para ajudar pessoas com câncer antes de fazer sua doação.
Seja uma Rapunzel Solidária e traga Cabelegria à quem luta contra o câncer!
Eu decidi doar e mudar o visual para fazer o bem! Já fiz minha parte, faça você também!!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Estrelas Culpadas

Já faz um bom tempo que li a "A Culpa é das Estrelas", mais ainda não tinha conseguido encontrar as palavras certas para resenhá-lo. Após assistir a adaptação do livro para o cinema, me inspirei e resolvi escrever , mas para ser sincera, ainda não sei se encontrei palavras que possam descrever um livro tão forte e tocante como esse.


  John Green, norte-americano nascido em Indianópolis, Indiana, é um dos escritores mais queridos pelo público jovem. "A Culpa é das Estrelas", publicado pela editora Intríseca, é um de seus romances de maior sucesso festejado pela crítica. Considerado "o melhor e mais ambicioso romance de Green até agora"pelo Booklist, uma publicação americana que fornece críticas de livros e outros materiais audiovisuais, o livro é encantador e emocionante.
  Em uma narrativa melancólica com certos toques de humor, o autor aborda a história de Hazel Grace, uma garota de dezesseis anos, que adora ler e vive com os pais em Indianópolis. Aos treze anos de idade, foi diagnosticada com um câncer na tireóide, que posteriormente atingiu seus pulmões. Ela se vê obrigada a conviver com essa doença que extorquiu as coisas mais importantes de sua vida: a saúde e vitalidade, os amigos e a escola.
  Hazel começa, a pedido de sua mãe, a frequentar o Grupo de Apoio a Crianças com Câncer, onde conhece Augustus Waters, o garoto que fez seu coração bater em um novo ritmo e mudou sua vida por completo. Augustus tem dezessete anos, foi diagnosticado com um câncer do tipo ósseo há algum tempo, é amputado de uma perna e definitivamente não tem medo de correr atrás da felicidade. A amizade entre os jovens se fortalece e a paixão torna-se inevitável. Apesar da resistência de Hazel aos seus sentimentos temendo machucar Augustus, ambos superam todas as limitações que a doença lhes impõe para viver intensamente cada momento que passam juntos.
  A história de Hazel Grace contada no livro foi inspirada na jovem Esther Grace que o escritor conheceu através de um canal no Youtube em que ela relata sua batalha diária contra o câncer. Além disso, o autor realizou uma elaborada pesquisa médica na área, o que tornou a história ainda mais real, apesar da presença de alguns dados fictícios.
  Além da bela história de amor sincero que deu sentido à vida de jovens tão precocemente atingidos por uma doença tão devastadora, o livro traz à tona a destruição que o câncer provoca na vida das pessoas. Famílias  abaladas, relações interrompidas, além do preconceito e a solidão que sofrem os portadores da doença. A obra ainda carrega uma mensagem de valorização da vida, uma vez que a luta dos jovens contra a morte provoca no leitor uma reflexão sobre a transitoriedade, fragilidade e preciosidade da vida.
  O livro apresenta uma linguagem de fácil compreensão e um enredo envolvente que arranca tanto sorrisos quanto lágrimas dos leitores. A intensa jornada dos personagens encanta a todos que gostam de uma emocionante história de amor e com certeza requer várias caixas de lenços para enfrentá-la. "Um misto de melancolia, doçura, filosofia e diversão. Green nos mostra o amor verdadeiro... Muito mais romântico que qualquer pôr do sol à beira da praia", afirma o The New York Times.

A adaptação da obra para o cinema ainda está em cartaz nos cinemas de algumas cidades, mas acredito que logo estará disponível nas locadoras. O filme é realmente muito bom, seguindo bastante a narração do livro. Toda a produção foi acompanhada por John Green e eu com certeza recomendo, mas ainda prefiro o livro, pois contém mais detalhes e deixa fluir a imaginação. Ah, mas estejam preparados, munidos com caixas e caixas de lenços, tanto para o livro quanto para o filme e deixem a emoção tomar conta!

domingo, 4 de maio de 2014

Pensamento da semana

Olá leitores,
Já faz um tempo que não posto o pensamento da semana, mas hoje encontrei esse trecho de um livro que estou lendo e resolvi postar aqui para vocês. Espero que gostem.

"Se nunca ficássemos doentes, não saberíamos o que significa a saúde. Se nunca tivéssemos fome, não experimentaríamos a agradável sensação de saciá-la depois de uma refeição. Se nunca houvesse guerras, não saberíamos o valor da paz, e se nunca houvesse inverno, não poderíamos assistir a chegada da primavera. Tanto o bem quanto o mal são necessários ao todo."  
Jostein Gaarder (O Mundo de Sofia)

domingo, 30 de março de 2014

Concurso Internacional de Redação de Cartas

O texto a seguir, escrevi para o 43º Concurso Internacional de Redação de Cartas. Porém, o professor escolheu apenas 2 textos da escola para enviar para o concurso e infelizmente o meu não foi escolhido. Mas acho que valeu a pena meu esforço, pois gostei muito do tema e do processo de desenvolvimento da redação e acredito que consegui produzir uma boa carta. O tema era: "Escreva uma carta para dizer de que forma a música influencia a vida". Espero que gostem.



  Meus queridos netos e bisnetos,

  Escrevo-lhes esta carta com muito amor e carinho e gostaria que lessem também com carinho. Deixo aqui uma mensagem para guardarem em seus corações para sempre.
  Irei lhes falar sobre uma velha e grande amiga que me acompanhou durante esses meus 70 anos: a Música. Desde criança, sempre adorei ouvir música e tinha o sonho de aprender a tocar piano. Aos oito anos de idade, minha mãe finalmente me matriculou em uma escola de música. Ainda lembro, como se fosse ontem, da minha primeira aula de piano, um dos momentos mais felizes de minha vida. Eu iria finalmente aprender a reproduzir as músicas que eu quisesse. Elas estariam sempre comigo e eu poderia ouvi-las a qualquer hora. Tocando mínimas, semínimas e colcheias tudo ficava mais divertido e o mundo à minha volta ficava mais bonito ao som das notas musicais. tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo e de repente eu me vi assim, completamente dependente da música. Ela se tornou minha melhor amiga, uma parte de mim que eu não conseguia mais viver sem.
  Como minha melhor amiga, ela sempre esteve presente, seja no vinil, no rádio ou no piano, eu sabia que podia procurá-la a qualquer momento, seja com ou ruim. Nos momentos de tristeza, eu tomo uma coca cola e uma canção me consola, levando-me para outro mundo em que esqueço de todo o resto e me perco na melodia. Nas alegrias, as notas ecoam pelo ar  e contagiam o ambiente de felicidade. Na saudade, escuto aquela música que faz lembrar a pessoa amada e sinto que ela está ao meu lado ouvindo também a sequência de notas e acordes.
  Para mim, as música guardam lembranças tão bem quanto as fotografias. Ao ouvir uma música que traz recordações de minha vida, sou transportada para o passado e revivo aquele momento, vivendo-o  com outros olhos. É uma sensação maravilhosa que eu quero muito que vocês também possam sentir um dia.
  Além de me ajudar a qualquer momento, minha queria amiga Música é um analgésico natural. Em momentos de dor, ela é mais eficaz do que qualquer remédio. Foi uma grande aliada no meu tratamento contra o câncer, me acalmando após as sessões de quimioterapia. Meu médico ainda me recomendou escutar a Quinta Sinfonia de Beethoven, todos os dias, pois poderia ajudar a reduzir as células tumorais. É uma obra belíssima composta por quatro movimentos fascinantes, sendo este o remédio que eu mais tinha prazer em tomar. Com os tratamentos, minha fé e o grande apoio da Música, venci a doença.
  Não consigo encontrar uma palavra para descrever o que sinto pela Música. Ela foi fundamental em muitos momentos de minha vida. Para mim, é um refúgio em que criei meu universo particular, um lugar bonito e tranquilo onde posso relaxar e me expressar. O piano se tornou meu confidente. Já passamos por muitas dificuldades juntos tentando decifrar as sinfonias de Beethoven, as cirandas de Villa Lobos, as sonatas de Bach. Com ele, tinha a mágica sensação de realização ao conseguir tocar músicas tão belas, como se nada mais faltasse para eu ser feliz.
  Já não toco com a mesma agilidade que tocava quando jovem, já não escuto tão bem. Mas eu sei que a música está em meu coração e é uma amiga para toda a vida. Tenho certeza, meus queridos, que se vocês se tornarem amigos da Música, ela nunca os abandonará, assim como as notas nunca abandonam a pauta.
  Entre as claves de sol e fá, correndo pelas escalas, meu coração bate no ritmo da música da vida. Desejo que vocês consigam encontrar na música sua essência, assim como eu encontrei. E quando eu não estiver por perto, cantem aquela música  que a gente ria, é tudo que eu cantaria. E quando eu for embora, vocês cantarão.

                                                                                                              De todo o coração,
                                                                                                                          Vó Luiza

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A Escola da Vida

Queridos leitores, 
Gostaria de me desculpar pela recente ausência. Tenho que admitir que o 1º ano do Ensino Médio está bastante complicado, cheio de novas disciplinas e milhares de provas toda semana. Mas com o tempo, vou me adaptando e irei conseguir me organizar para postar mais aqui no blog.
Sem mais delongas, aqui vai mais um texto para vocês. É uma dissertação sobre o tema "Viver e Aprender", cobrado na primeira edição do ENEM em 1998.


    Aprender é um ato constante na vida de todas as pessoas. Mesmo que de forma involuntária, todos aprendem algo em seu cotidiano. Vivemos em uma grande escola em que podemos aprender muito com simples ações de pessoas à nossa volta, com as dificuldades que passamos e com nossos erros e acertos.
    Se observarmos atentamente o mundo que nos rodeia, podemos perceber pequenas ações que nos trazem lições muito importantes. Ser educado, generoso, atencioso e compreensivo com o próximo dizendo simples palavras como 'bom dia' e 'como vai?' pode tornar o dia de muitas pessoas mais agradável. Ouvir e ajudar alguém em um momento de dificuldade, ou apenas manter limpos e organizados os locais que utilizamos podem ser ações que fazem a diferença na convivência social.
    Ao observarmos essas ações e refletirmos sobre elas, podemos aprender com os erros e acertos dos que estão à nossa volta. Além disso, não se pode deixar de analisar nossas próprias ações, para que possamos crescer e prosperar.
    As dificuldade que passamos também fazem parte do processo de aprendizagem ao longo da vida. Ao aprender a lidar com elas, nos tornamos mais fortes e resistentes e passamos a ver o mundo de maneiras diferentes, valorizando ainda pequenos detalhes do nosso cotidiano.
    Refletindo sobre ações que vemos e praticamos, aprendemos lições fundamentais à vida em sociedade, e tornamo-nos pessoas melhores. Assim, é possível se inserir melhor na comunidade, convivendo bem com as pessoas e sendo feliz.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

FELIZ ANO NOVO!!!


Queridos leitores,
Tenho estado um pouco ausente nesses últimos dias e peço desculpas por isso. Apesar de estar de férias estou bastante atarefada e além disso, sem inspiração para escrever. Se alguém tiver alguma sugestão de tema que gostaria que eu escrevesse, por favor, mande um email ou comente aqui no blog, pois estou precisando encarecidamente de ideias. Meu email é michellebo99@gmail.com. Mandem sugestões!
Estarei viajando até praticamente o fim de janeiro, e assim que voltar, postarei novidades aqui para vocês.

Mas, meu principal objetivo com esta postagem é desejar à todos um FELIZ ANO NOVO!! Que o ano de 2014 seja iluminado, repleto de paz, saúde, desafios a serem vencidos, surpresas boas, alegria, amor e grandes realizações para todos nós. Que esse ano supere nossas expectativas e seja muito melhor que 2013!
Obrigada por todos os acessos e comentários durante o ano de 2013. E espero que continuem acessando, comentando e divulgando o blog! Obrigada por estarem tornando meu sonho de divulgar minhas ideias e pensamentos tornar-se realidade.
Que possamos colocar em prática todos os ensinamentos que aprendemos em 2013 e fazer um 2014 mais que maravilhoso. 2014, estou pronta! Vamos lá!!
Obrigada pelo apoio.
Feliz 2014!!
Abraços,
Michelle 

domingo, 24 de novembro de 2013

Refletindo...

Ola, leitores.
Estive no Rio de Janeiro no fim de semana passado e uma situação específica me fez refletir e eu resolvi compartilhar minhas reflexões aqui com vocês. 


Estava andando no calçadão de Copacabana com meus pais a noite, por volta das 22h e meu pai foi tirar uma foto minha. Enquanto estávamos tirando a foto um homem passou e ficou olhando para o celular. Eu já corri pro meu pai e guardei o celular. Mas o homem voltou e começou a conversar com meu pai. Ele disse que era do bem, da paz, que estava mal vestido, mas que não roubava nada de ninguém. Começou a contar uma história de que ele era do Espírito Santo e que precisava de dinheiro para pagar uma diária em um hotel. Meu pai deu algumas moedas pra ele, mas ele nem agradeceu e saiu andando, bravo, jogou as moedas no chão e saiu xingando o ar, dizendo "quem pode, pode nessa porra!!".
O que ele disse me fez pensar... O quanto as pessoas são hipócritas! As pessoas mal sucedidas financeiramente dizem que os ricos são ladrões, que a burguesia é folgada, que são os "reis do mundo", que concentram todas as riquezas e abusam do que tem. Mas o que todos esses "reacionários" que criticam as classes mais altas querem é estar no topo, assim como eles. 
Resumindo: os pobres só criticam os ricos, mas o que eles realmente querem é estar lá no lugar deles, aproveitando o luxo e a riqueza. Para mim, é muita hipocrisia! 
Muitos pensam que as classes mais altas conseguiram o que têm de forma inadequada, como se estivessem "roubando" dos mais pobres, mas muitos estão no topo hoje porque batalharam na vida e conseguiram conquistar seu lugar no mundo. Não é só porque uma minoria concentra as riquezas, que essas pessoas estão privando a maioria de uma vida melhor. Se toda essa maioria que hoje não está bem financeiramente tivesse trabalhado e se esforçado como muitos ricos de hoje, nossa sociedade seria muito mais evoluída e teríamos um pais mais desenvolvido.
Pensem nisso... Vamos estudar e trabalhar, chega de moleza! 

Sei que posso receber críticas com o que acabei de dizer, por ser encarado como um pensamento burguês de elite, mas é assim que penso e criei este blog justamente para expor meus pensamentos. Gostaria também de saber o que vocês pensam sobre isso, deixem seus comentários.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A Perfeita Sociedade Imperfeita

A seguir, um texto dissertativo argumentativo que produzi em uma aula de redação a partir de leituras sobre clonagem de animais e humanos. Espero que gostem e deixem seus comentários.



A clonagem é um tópico bastante debatido em todo o mundo. A geração de animais e embriões geneticamente idênticos gera polêmica e tem diferentes visões de acordo com o ponto de vista com que é analisado.
Com os avanços tecnológicos tornou-se possível produzir embriões humanos e a indústria desses embriões é muito lucrativa, porém gera diversas críticas.
A fabricação de embriões pode ajudar casais a realizarem o sonho de ter filhos. Os futuros pais podem ainda escolher o sexo, cor da pele e cor dos olhos do filho.
Entretanto essa seleção genética pode ser considerada uma "higienização" da sociedade, que é de fato preocupante. Cientistas radicais justificam o fato alegando que buscam o "bem da humanidade". Porém, é impossível esquecer que esse mesmo argumento de "higienizar e purificar" a sociedade para o "bem da humanidade" foi usado também pelos nazistas na Alemanha e acabou por dizimar milhares de pessoas considerada "impuras".
Estudos e pesquisas com células-tronco podem ser essenciais para o futuro da humanidade, utilizadas na cura de doenças e para ajudar em casos em que a pessoa é realmente impossibilitada de ter filhos. Porém, a utilização delas para criar uma sociedade "perfeita" é inaceitável. Tal tema já foi abordado em diversas produções literárias e filmes, que projetam o quão seletiva e monótona seria uma sociedade produzida em laboratório.
Produzindo uma sociedade dentro de laboratórios, a reprodução natural dos seres humanos seria extinta; a ordem natural criada por Deus de que uma mulher e um homem se relacionam e reproduzem deixaria de existir. O ser humano seria frio e a sociedade amargurada. 
Ainda,  ao criar uma sociedade "higienizada", a diversidade, que é a verdadeira perfeição da humanidade não haveria mais de existir. Pois as diferenças e imperfeições humanas são justamente o que torna nossa sociedade tão perfeita. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A "Evolução" Cultural

O texto a seguir foi uma atividade para uma aula de filosofia em que fazíamos reflexões sobre a arte, cultura e estética. Gostei bastante do que escrevi e resolvi postar aqui minhas reflexões. Espero que gostem e deixem seus comentários.


A arte possui um conceito extremamente amplo. Durante seu caminho de ampliação, são encontrados dois posicionamentos opostos: alguns defendem a ideia de que a arte deve ser pura, sem relação com circunstâncias históricas, sociais, políticas ou econômicas; enquanto outros, defendem que a arte tem um compromisso crítico com a sociedade, de forma a se posicionar para alertar as pessoas para uma realidade de injustiças e opressão.
Analizando essas duas posições, penso que cada manifestação artística se enquadra em algum desses posicionamentos. Assim, acredito que não seja possível defender um deles separadamente, pois eles se complementam.
Atualmente, é possível perceber que certos tipos de arte são restritos à poucas pessoas. Para compreender esse fato, é necessário voltar um pouco no passado.
Na década de 1930, o filósofo  Walter Benjamin analisava a relação entre a arte e a sociedade no mundo. Diante do nazi-fascismo emergente na Europa e da esperança de uma Revolução Comunista, a arte sofreu intensas mudanças. Nesse período, a arte tinha como objetivo tocar as paixões mais primitivas do homem como a guerra, colocando-a como um espetáculo artístico, porém, restrita à poucos. Dessa forma, havia a esperança socialista, um sonho de liberdade e democratização da cultura, ou seja, acesso para todos, inclusive trabalhadores, à todas as formas de manifestações artísticas.
Contudo, com o fim da Segunda Guerra e do nazismo, surge a chamada "cultura de massas", existente até os dias de hoje. Não houve a sonhada democratização da arte, mas uma massificação dela para um consumo rápido. Foram impostos padrões de beleza e uma cultura de consumo exacerbado por meio das propagandas nos meios de comunicação. Assim, a arte foi desvirtuada, tornando-se reprodutiva e repetitiva, passando a obedecer padrões de mercado e consumo.
Ainda hoje podemos perceber que a arte não foi democratizada. Há uma divisão entre a "elite culta"e a "massa inculta" criada pela indústria cultural, que cria a ilusão do acesso de todos à cultura e arte. O que hoje é oferecido ao que chamamos de "massa" é uma cultura fútil e superficial. É necessário uma maior valorização da arte em geral para que toda a população tenha acesso à verdadeira cultura. O governo precisa tomar iniciativas de cunho cultural como a realização de exposições, peças teatrais e concertos, ressaltando que os ingressos precisam ser gratuitos para que todos possam ter acesso. Somente com acesso à verdadeira arte, teremos uma sociedade mais educada, pensante e culta, o que nos leva a compreender o porquê da pouca valorização da arte que o governo atual (corrupto) brasileiro.

domingo, 6 de outubro de 2013

A Melhor


Exatamente uma semana atrás, num domingo, eu estava chegando em casa depois de uma viagem inesquecível. Foi minha viagem de formatura do 9º ano, a melhor da minha vida.
Quando cheguei em casa, estava com a melhor sensação do mundo, era uma felicidade imensa que não cabia dentro de mim. A alegria de reencontrar minha família, que estava me esperando de braços abertos, sorriso no rosto e cheios de saudade, assim como eu. Ao mesmo tempo, tinha a empolgação de contar para todo mundo o quanto foi maravilhoso passar esses dias com meus amigos, professores e todas as pessoas legais que conheci lá.
Nossa viagem foi para um acampamento chamado NR (Nosso Recanto). É o maior acampamento da América Latina e o lugar em que vivi alguns dos melhores momentos de minha vida. O lugar é maravilhoso, mas sem nada de luxo, o que nos permitiu ficar em contato com a natureza e com as pessoas. Não havia sinal de celular para a maioria das operadoras, mas até as pessoas que tinham sinal de celular esqueceram dele. Nos isolamos do resto do mundo, da internet e redes sociais. Foi muito interessante perceber que apesar de todo esse vício por celular dos adolescentes de hoje, pudemos nos divertir ao máximo sem nem lembrar que celular existia.
Tínhamos atividades durante o dia todo e até a noite. Haviam atividades dirigidas muito legais, festas ótimas a noite e ainda tínhamos o horário livre para fazer o que quiséssemos. Mas eram tantas coisas boas pra fazer (Caiaque, pedalinho, escalada, tirolesa, toboágua, etc) que nem lembrávamos de comer ou dormir no horário livre. A equipe de monitores é maravilhosa, todos eles desde cedo até a madrugada com um sorriso no rosto, fazendo graça toda hora e prontos para qualquer coisa. Brincamos como crianças, dançamos e pulamos até não aguentar mais, rimos até a barriga doer e nos divertimos como se o mundo fosse acabar.
Essa viagem foi extremamente importante e marcante para mim. Durante esse tempo, pude conhecer melhor meus amigos, me despedir deles, conhecer novas pessoas e fazer atividades que nunca tinha feito. Foi um momento maravilhoso em que eu pude me esquecer do resto do mundo, de todas as preocupações da escola e apenas me divertir como nunca com pessoas que amo e sentirei muitas saudades.
Infelizmente, algumas de minhas amigas não puderam ir à viagem, mas elas estiveram lá comigo, em meu coração, vivendo todos esses ótimos momentos.
Já viajei para vários lugares, mas essa foi certamente uma das melhores viagens que já fiz, o que me leva a ter ainda mais certeza de que o que realmente importa para sermos felizes são as pessoas que estão ao nosso lado.

Obrigada à todos os meus amigos que estiveram comigo nesses dias inesquecíveis. Já estou com saudade de tudo. Mas pra matar um pouquinho a saudade... A trilha sonora da nossa viagem (rsrsrs):
"Celebrar! Como se amanhã o mundo fosse acabar
Tanta coisa boa a vida tem pra te dar
Pensamento leve faz a gente mudar"

#NRFeelings #VoltaNR #Saudade 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Preconceito Racial: tem cura?

Após um bom tempo sem novas postagens devido às minhas tantas obrigações de vida de estudante, arrumei um tempinho para postar esse novo texto. É uma dissertação argumentativa abordando o tema do preconceito racial no Brasil, que escrevi para uma prova de produção textual. Espero que gostem. Deixem seus comentários.


O preconceito racial está presente em todo o mundo, porém com maior intensidade em certos países como o Brasil. O racismo da sociedade brasileira provem de seu passado de escravidão, que criou uma visão pejorativa e preconceituosa da raça negra.
Sendo o preconceito racial um problema constante que atinge o Brasil, é necessário criar mecanismos para diminuí-lo e se possível erradicá-lo, proporcionando assim um maior desenvolvimento da sociedade.
O racismo dos brasileiros encontra-se oculto, pois muitas pessoas o tem, mas não o demonstram. Portanto, o primeiro passo para pôr um fim no preconceito racial é reconhecer que ele ainda está presente em nossa sociedade.
É preciso que o governo forneça educação de qualidade à todos – brancos e negros – ao invés de criar cotas nas universidades. Essa pode ser considerada uma medida preconceituosa, pois os negros têm tanta capacidade quanto os brancos de passar em uma prova de vestibular desde que um bom ensino lhes seja oferecido.
A educação e o respeito são fatores extremamente importantes para a diminuição e erradicação do racismo, pois é fundamental compreender que que os negros são tão capazes quanto e muitas vezes melhores do que muitos brancos. Portanto, merecem o mesmo respeito e oportunidades. Por outro lado, é preciso também uma maior fiscalização e punição daqueles que cometem o crime do racismo. Muitos desses crimes são julgados incorretamente e os que cometem esse delito, acabam saindo ilesos.
Muitos brasileiros precisam compreender que os negros estão crescendo e tomando seus lugares da sociedade. É um processo natural que apenas não ocorreu anteriormente devido à escravidão, que atrasou o desenvolvimento da sociedade negra. O fim do preconceito racial é necessário e será muito benéfico para o país, proporcionando menos conflitos sociais e uma melhor convivência entre todos na sociedade. 

sábado, 10 de agosto de 2013

Somos mesmo uma raça de mimados?

O texto a seguir eu produzi a partir da leitura de uma reportagem de Luiz Felipe Pondé com o objetivo de expressar minha opinião sobre ela. A reportagem "Uma Raça de Mimados" foi publicada na revista Lola, é bastante crítica e até desconfortável de certa forma. Porém, é muito interessante e um belo "tapa da na cara da sociedade". Espero que gostem da minha opinião, deixem seus comentários. 


Partindo da leitura da reportagem "Uma Raça de Mimados" escrita por Luiz Felipe Pondé, uma discussão ampla e praticamente sem fim é aberta. Luiz Felipe aborda questões que provavelmente nunca paramos para pensar, o que torna seu texto interessante, mas ao mesmo tempo incômodo.
Em sua linha de pensamento pessimista, que pode também ser considerada realista, Luiz afirma que certamente não vivemos em uma época revolucionária, acusando de mal-informado alguém que pense isso. Para ele, quem acha nossa época revolucionária precisa estudar Pré-História, pois revolucionário mesmo foi o fogo. Realmente, o fogo foi um marco na história da humanidade e nos permitiu chegar até aqui. Porém, discordo em parte com o fato de nossa época não ser nada revolucionária. Acredito que a enorme evolução das tecnologias nos permite hoje ter acesso à muito mais informações, o que permitiram o desenvolvimento de várias áreas como a construção civil a medicina, aumentando ainda a expectativa de vida. Entretanto, penso que essa revolução tecnológica gerou reflexos negativos na sociedade. A sociedade "involuiu" e concordo plenamente com Pondé ao dizer que provavelmente seremos lembrados como habitantes da era do ressentimento, pois somos todos chorões e não conseguimos lidar com as frustrações. "[...] viver é se frustrar.". Bom, não sejamos assim tão pessimistas, mas as frustrações também fazem parte da vida e a sociedade atual se fragiliza muito diante delas, o que acredito que pode ser uma consequência dessa revolução tecnológica pela qual estamos passando. Precisamos aceitar o que a realidade nos traz e parar de lamentar, chorando pelos cantos se perguntando "Por que comigo?".
Pondé afirma "[...] vivemos na sociedade do conforto, e a marca dessa sociedade é a ideia de que temos "direito à felicidade."". Efetivamente, vivemos em uma sociedade do conforto, onde todos buscam "ser feliz". Entretanto, O conceito de felicidade encontra-se deturpado. A sociedade vem buscando tanto essa "felicidade"que o conceito verdadeiro da palavra acabou por se modificar ou até por se perder. O ideal de "ser feliz"quase apagou a chama da real felicidade. Mas essa chama ainda existe e precisa ser alimentada. Aceitar o fato de que não somos donos do Universo, mas apenas parte dele pode ainda ser difícil para a sociedade. Porém, o Universo pede uma evolução e por isso, temos que conviver com a realidade que muitas vezes pode ser cruel; acatar as decisões da natureza e lidar com as frustrações que ela nos pode trazer. Apenas assim reacenderemos a chama da felicidade verdadeira com toda a sua força.
Discordo completamente com a ideia negativa exposta por Pondé de que não temos direito à felicidade por ela ser insignificante diante do Universo. Temos sim o direito e o dever de sermos verdadeiramente felizes, pois nossa felicidade definirá a forma que seremos lembrados.

domingo, 28 de julho de 2013

Sutis Alfinetadas


A seguir, a resenha do livro "A Revolução dos Bichos" de George Orwell. Minha professora de história solicitou a leitura do livro e realizamos oficinas para discutirmos a obra e confeccionarmos nossas resenhas. Gostei muito do resultado final e resolvi postar aqui para vocês. Espero que gostem, deixem seus comentários.


George Orwell, pseudônimo utilizado por Eric Arthur, nascido em 1903, na índia e estudante na Inglaterra, tornou-se um dos mais influentes escritores do século XX. O jornalista, romancista e crítico, utiliza-se de uma alegoria, estabelecendo uma comparação entre o real e o animado em sua obra “A Revolução dos Bichos”, que assume forma de fábula com o objetivo de esclarecer e criticar algo.
Avaliado por Malcolm Bradbury como “A melhor sátira já escrita sobre a face negra da história moderna”, a obra porém, enfrentou diversos obstáculos antes de ser publicada. Por ser considerada uma sátira agressiva à ditadura stalinista, vários editores a rejeitaram. Quando publicada, em 1945, estremeceu o ramo literário e político da época, por ser imediatamente identificada uma analogia ao regime soviético.
Utilizando-se do recurso da figura de linguagem, mais especificamente da personificação, ou seja, atribuindo características humanas aos animais, Orwell estabelece uma comparação direta entre os líderes da Granja dos Bichos - onde se passa a narrativa - com os políticos russos da época em que ocorria a Revolução, dando a eles a forma de porcos; isso representou uma grande ofensa aos governantes e agravou ainda mais a atmosfera de desconforto.
Criando um paralelo entre a Revolução dos bichos e a Revolução Russa, George Orwell estabelece uma relação entre a Granja dos Solar, liderada por Jones e a Rússia Czarista.
A narrativa se dá a partir de um sonho tido pelo sábio porco Major (facilmente relacionado a Karl Marx, o pai do comunismo), idealizando um mundo sem humanos.  Após a morte do Major, impulsionados pelo sonho do sábio porco e pela insatisfação a respeito das condições em que viviam, a miséria e a tirania dos homens que ali mandavam, a Revolução dos bichos não tarda a acontecer. Eles expulsam Jones, o dono da granja, e os outros humanos, tomando o poder.
Baseados em sete mandamentos, que posteriormente foram sintetizados em um único lema “Quatro pernas bom, duas pernas ruim”, os animais instituíram um regime semelhante ao socialismo, chamado de Animalismo. Logo após a revolução, o poder encontrava-se nas mãos do porco Bola-de-Neve, que pode ser comparado à Lênin, pois o mesmo tomou as rédeas da Revolução Russa e deteve o poder, em primeiro momento. Desde então, os animais trabalhavam felizes, pois os frutos de seus esforços estavam sendo colhidos por eles, e não pertenceriam aos humanos como antes; se sentiam livres e viviam bem como os donos daquele lindo lugar, a Granja dos Bichos. 
 Entretanto, subitamente, o porco Napoleão dá um golpe e à força toma o poder implementando seu regime totalitário. Portanto, podemos compará-lo a Stalin, pois assim como este, utilizou a mídia, que no caso da narrativa foi representada pelo porco Garganta, para garantir sua legitimidade.
Corrompidos pelo poder, os porcos começam a burlar os mandamentos criados por eles próprios após a revolução, assim como previam os anarquistas, ao afirmarem que o poder é o maior inimigo em uma sociedade. Porém, com os pronunciamentos de Garganta, os outros animais acabam cedendo, pois são a massa, analfabeta e facilmente manipulada. Dessa forma, é notório o objetivo do autor de levar à tona imperfeições humanas: impõem regras e abusam do poder que têm, burlando-as, enquanto outros aceitam e se adaptam rapidamente.
A obra completa é apresentada em 112 páginas, fragmentadas em 10 capítulos. Entretanto, estes são completamente conectados, sendo possível inclusive a eliminação dessa divisão. Possuindo um posfácio por Christopher Hitchens e dois apêndices, o livro completo contém 147 páginas.
É fascinante como o autor consegue criar uma interação entre o leitor e o livro, despertando-nos às mais diversas emoções e sentimentos por cada um dos personagens.  O ódio ao porco Napoleão,  a pena do bravo Sansão... Ao final, os porcos adquirem características tão humanas que já não se sabe se são porcos ou homens.
Transcendendo barreiras dos fatos históricos, Orwell encontra maneiras de denunciar, mostrando defeitos da raça humana por meio de sutis alfinetadas pela trama, possibilitadas pelos encantos da literatura. Seres oportunistas, manipuladores, antiéticos, hipócritas e mais estúpidos a cada nova geração.
“Haviam nascido muitos animais; para alguns a rebelião não passava de uma obscura tradição transmitida oralmente, e outros nem sequer tinham ouvido falar a respeito. [...] Nenhum mostrou-se capaz de aprender o alfabeto além da letra B. Aceitavam tudo quanto lhes era dito sobre a Revolução e os princípios do Animalismo [...] mas era duvidoso que entendessem lá grande coisa.
A narrativa é uma leitura muito interessante e recomendada à aqueles que gostam de refletir sobre formas de governo, questões sociais e humanas. Recomendo especialmente à aqueles que se interessam ou estudam a Revolução Russa. Apesar da obra não se aprofundar no processo revolucionário, a analogia dos personagens permite melhor entendimento e fixação do conteúdo, de forma leve e envolvente, com uma linguagem de fácil compreensão.   
George Orwell, apesar de ter sofrido diversas retaliações, persistiu com sua obra e deixou um grande legado à humanidade.

sábado, 18 de maio de 2013

O Trigal com Corvos de Van Gogh

A seguir uma breve interpretação da obra "Trigal com Corvos" de Vincent Van Gogh. Busquei sintetizar a essência da obra em poucas palavras. Espero que gostem, deixem seus comentários.



Pintada dois dias antes da morte de seu criador, a obra "Trigal com Corvos" de Van Gogh retrata um límpido campo de trigo em busca de expressar os mistérios e a beleza da natureza. Apresenta um contraste de cores entre o marrom envelhecido da terra, o amarelo desgastado do trigo, as asas negras dos corvos e a escuridão do céu. O artista retrata um ambiente calmo. Não obstante, pode ser considerado tenebroso devido ao espanto dos pássaros com o clarão misterioso no céu. A obra estabelece uma estreita relação com sua morte, expressando os dois lados do fim da vida: o descanso e  a paz; e os mistérios e anseios na chegada da tenebrosa Morte.