domingo, 28 de julho de 2013

Sutis Alfinetadas


A seguir, a resenha do livro "A Revolução dos Bichos" de George Orwell. Minha professora de história solicitou a leitura do livro e realizamos oficinas para discutirmos a obra e confeccionarmos nossas resenhas. Gostei muito do resultado final e resolvi postar aqui para vocês. Espero que gostem, deixem seus comentários.


George Orwell, pseudônimo utilizado por Eric Arthur, nascido em 1903, na índia e estudante na Inglaterra, tornou-se um dos mais influentes escritores do século XX. O jornalista, romancista e crítico, utiliza-se de uma alegoria, estabelecendo uma comparação entre o real e o animado em sua obra “A Revolução dos Bichos”, que assume forma de fábula com o objetivo de esclarecer e criticar algo.
Avaliado por Malcolm Bradbury como “A melhor sátira já escrita sobre a face negra da história moderna”, a obra porém, enfrentou diversos obstáculos antes de ser publicada. Por ser considerada uma sátira agressiva à ditadura stalinista, vários editores a rejeitaram. Quando publicada, em 1945, estremeceu o ramo literário e político da época, por ser imediatamente identificada uma analogia ao regime soviético.
Utilizando-se do recurso da figura de linguagem, mais especificamente da personificação, ou seja, atribuindo características humanas aos animais, Orwell estabelece uma comparação direta entre os líderes da Granja dos Bichos - onde se passa a narrativa - com os políticos russos da época em que ocorria a Revolução, dando a eles a forma de porcos; isso representou uma grande ofensa aos governantes e agravou ainda mais a atmosfera de desconforto.
Criando um paralelo entre a Revolução dos bichos e a Revolução Russa, George Orwell estabelece uma relação entre a Granja dos Solar, liderada por Jones e a Rússia Czarista.
A narrativa se dá a partir de um sonho tido pelo sábio porco Major (facilmente relacionado a Karl Marx, o pai do comunismo), idealizando um mundo sem humanos.  Após a morte do Major, impulsionados pelo sonho do sábio porco e pela insatisfação a respeito das condições em que viviam, a miséria e a tirania dos homens que ali mandavam, a Revolução dos bichos não tarda a acontecer. Eles expulsam Jones, o dono da granja, e os outros humanos, tomando o poder.
Baseados em sete mandamentos, que posteriormente foram sintetizados em um único lema “Quatro pernas bom, duas pernas ruim”, os animais instituíram um regime semelhante ao socialismo, chamado de Animalismo. Logo após a revolução, o poder encontrava-se nas mãos do porco Bola-de-Neve, que pode ser comparado à Lênin, pois o mesmo tomou as rédeas da Revolução Russa e deteve o poder, em primeiro momento. Desde então, os animais trabalhavam felizes, pois os frutos de seus esforços estavam sendo colhidos por eles, e não pertenceriam aos humanos como antes; se sentiam livres e viviam bem como os donos daquele lindo lugar, a Granja dos Bichos. 
 Entretanto, subitamente, o porco Napoleão dá um golpe e à força toma o poder implementando seu regime totalitário. Portanto, podemos compará-lo a Stalin, pois assim como este, utilizou a mídia, que no caso da narrativa foi representada pelo porco Garganta, para garantir sua legitimidade.
Corrompidos pelo poder, os porcos começam a burlar os mandamentos criados por eles próprios após a revolução, assim como previam os anarquistas, ao afirmarem que o poder é o maior inimigo em uma sociedade. Porém, com os pronunciamentos de Garganta, os outros animais acabam cedendo, pois são a massa, analfabeta e facilmente manipulada. Dessa forma, é notório o objetivo do autor de levar à tona imperfeições humanas: impõem regras e abusam do poder que têm, burlando-as, enquanto outros aceitam e se adaptam rapidamente.
A obra completa é apresentada em 112 páginas, fragmentadas em 10 capítulos. Entretanto, estes são completamente conectados, sendo possível inclusive a eliminação dessa divisão. Possuindo um posfácio por Christopher Hitchens e dois apêndices, o livro completo contém 147 páginas.
É fascinante como o autor consegue criar uma interação entre o leitor e o livro, despertando-nos às mais diversas emoções e sentimentos por cada um dos personagens.  O ódio ao porco Napoleão,  a pena do bravo Sansão... Ao final, os porcos adquirem características tão humanas que já não se sabe se são porcos ou homens.
Transcendendo barreiras dos fatos históricos, Orwell encontra maneiras de denunciar, mostrando defeitos da raça humana por meio de sutis alfinetadas pela trama, possibilitadas pelos encantos da literatura. Seres oportunistas, manipuladores, antiéticos, hipócritas e mais estúpidos a cada nova geração.
“Haviam nascido muitos animais; para alguns a rebelião não passava de uma obscura tradição transmitida oralmente, e outros nem sequer tinham ouvido falar a respeito. [...] Nenhum mostrou-se capaz de aprender o alfabeto além da letra B. Aceitavam tudo quanto lhes era dito sobre a Revolução e os princípios do Animalismo [...] mas era duvidoso que entendessem lá grande coisa.
A narrativa é uma leitura muito interessante e recomendada à aqueles que gostam de refletir sobre formas de governo, questões sociais e humanas. Recomendo especialmente à aqueles que se interessam ou estudam a Revolução Russa. Apesar da obra não se aprofundar no processo revolucionário, a analogia dos personagens permite melhor entendimento e fixação do conteúdo, de forma leve e envolvente, com uma linguagem de fácil compreensão.   
George Orwell, apesar de ter sofrido diversas retaliações, persistiu com sua obra e deixou um grande legado à humanidade.

sábado, 18 de maio de 2013

O Trigal com Corvos de Van Gogh

A seguir uma breve interpretação da obra "Trigal com Corvos" de Vincent Van Gogh. Busquei sintetizar a essência da obra em poucas palavras. Espero que gostem, deixem seus comentários.



Pintada dois dias antes da morte de seu criador, a obra "Trigal com Corvos" de Van Gogh retrata um límpido campo de trigo em busca de expressar os mistérios e a beleza da natureza. Apresenta um contraste de cores entre o marrom envelhecido da terra, o amarelo desgastado do trigo, as asas negras dos corvos e a escuridão do céu. O artista retrata um ambiente calmo. Não obstante, pode ser considerado tenebroso devido ao espanto dos pássaros com o clarão misterioso no céu. A obra estabelece uma estreita relação com sua morte, expressando os dois lados do fim da vida: o descanso e  a paz; e os mistérios e anseios na chegada da tenebrosa Morte.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Parabéns, Mães

O dia das mães já passou. Porém, ainda quero deixar aqui uma mensagem singela e especial à todas as guerreiras do mundo, as mães. Afinal, o dia delas é só um mas elas estão conosco todos os dias, se sacrificando para ver nossa felicidade. Elas merecem ser lembradas e valorizadas a cada momento.

MÃE...
É aquela que briga, mas também aquela que conforta
É aquela que repreende, mas também quem te deixa ir
É a mulher que se cuida, mas que se preocupa e cuida mais ainda de você
É aquela que educa, mas quem mais quer fazer todas as suas vontades
É aquela que se ama, mas que TE ama muito mais, infinitamente e sem moderação
É aquela que se sacrifica a todo momento para te ver feliz
É a pessoa mais importante do mundo, mas para ela essa pessoa é você
É aquela que te deu o melhor presente que pode exisitr... A VIDA.

Que todas as mães possam receber todo o carinho e amor que merecem. E que novas mães possam nascer, tão maravilhosas quanto a minha. Um obrigada especial para minha mãe, a pessoa que eu mais admiro nesse mundo. Aquela que cuidou de mim melhor do que qualquer um, quem me educou e mimou também e quem sempre me deu e dá forcas para enfrentar os problemas, levantar a cabeça e seguir em frente. Minha melhor amiga, conselheira, a melhor mãe do mundo!

Feliz dia das mães (atrasado)!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Inteligência Juvenil


Os adolescentes de fato são mais inteligentes longe dos adultos?



A partir da leitura da reportagem de Jerônimo Teixeira publicada na revista Veja do dia 24 de abril, a respeito do romancista americano John Green, é possível afirmar que sim, os adolescentes são mais inteligentes longe dos adultos. Entretanto, a resposta para essa pergunta pode ser díspar de acordo com a situação e o adolescente em questão. Alguns jovens sentem-se intimidados pelos adultos e não demonstram sua inteligência perto deles. Talvez, por receio de estar equivocado ou por pura timidez. Não obstante, há adolescentes que gostam e se sentem à vontade para fazê-lo próximo dos adultos, sendo esses jovens considerados a minoria.
Tendo em foco a maioria dos jovens, aqueles que se acanham quando perto dos adultos, é possível presumir que sua sabedoria é contida e muitas vezes não utilizada de forma correta. Por passarem grande parte de seu tempo navegando na internet, em redes sociais, sem fins de busca ou aperfeiçoamento de conhecimentos, muitos adolescentes não desenvolvem sua inteligência. Não buscam mecanismos para aprimorar suas noções, não leem livros, jornais, revistas, nem se interessam por questões políticas. Todavia, são bastante capazes de compreender questões e linhas de raciocínio dos mais elaborados, se houver vontade e empenho.
Contudo, o interesse por novos conhecimentos encontra-se escasso no cotidiano dos jovens de hoje. Essa curiosidade que falta precisa ser estimulada e apurada para que se concretize em intelecção. É necessário menos atenção à futilidade e mais à cultura.

Bom, leitores, depois de um tempo sem novas postagens, este foi mais um texto para vocês. O tema foi proposto em uma aula de redação em decorrência da leitura da reportagem sobre o escritor John Green, que achei muito interessante. Espero que tenham gostado. Deixem seus comentários.
Para ter acesso à reportagem mencionada, clique aqui.

domingo, 7 de abril de 2013

Pensamento da semana, por Da Vinci

Queridos leitores,
Estou eu aqui novamente me desculpando pela minha ausência. Fiquei um período sem acesso à internet e não pude postar nada aqui no blog. Além disso, continuo muito atarefada. Estou produzindo alguns materiais e publicarei aqui assim que possível. Todavia, hoje decidi deixar para vocês um pensamento do grande estudioso artista Leonardo da Vinci:

"Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para os Céu, enquanto as cheias as baixam para a terra, sua mãe."

Gostaria de propor aqui uma reflexão pessoal a partir desse pensamento. Que possamos nos auto avaliar em relação à humildade, essa virtude tão importante para o crescimento de um ser humano. Devemos sempre utilizá-la como forma de alcançar o sucesso; almejar o crescimento, porém sem esquecer de nossas origens. O conhecimento atrelado à humildade, compõem a sabedoria.



segunda-feira, 11 de março de 2013

Kafka e a Boneca Viajante

A seguir, a resenha de um livro lindo que eu adorei. Espero que gostem e deixem seus comentários.

Baseando-se em um acontecimento real e peculiar, o autor espanhol Jordi Sierra i Fabra, escreveu a belíssima trama "Kafka e a Boneca Viajante", publicado pela editora Martins Fontes.
O renomado escritor Franz Kafka, um ano antes de sua precoce morte em 1924, vive uma situação inusitada e marcante. Em um de seus rotineiros passeios pelo parque Steglitz em Berlim, Kafka se depara com uma garotinha chorando, desconsolada, angustiada e aflita. Comovido com a situação, decide perguntar a ela o que houve e a garotinha diz que perdeu sua boneca. Kafka, tocado com a dor da menina, se entitula carteiro de bonecas diz que Brígida, a boneca não sumui, mas foi viajar. Assim, Franz escreve diversas cartas assinando como a boneca, narrando suas aventuras pelo mundo e as entrega todos os dias, pontualmente à Elsi, a dona da boneca que vibra a cada nova viagem. Foram 3 semanas dando vida à uma boneca e suas fantasias, 21 cartas escritas, e viagens aos mais maravilhosos lugares do mundo. Kafka se preocupava com os mínimos detalhes: as palavras, a linguagem, colando inclusive, selos usados dos locais visitados por Brígida em cada carta. Foi uma jornada maravilhosa, cheia de lugares incríveis, que envolveu completamente os pensamentos de Kafka. A cada carta que lia a Elsi, se encantava com sua ingenuidade e maturidade, com sua perspicácia e compreensão de cada palavra daquela história envolvente e tão importante na vida da garota. Kafka se envolve na árdua tarefa de recuperar um ser humano, para que Elsi não cresca com aquela tristeza oriunda da perda de sua boneca.
A história narrada no livro é comovente e envolvente, transformando um fato tão simples em uma jornada fascinante. A linguagem apresentada é de fácil compreensão e as ilustrações muito bem elaboradas pelo espanhol Pep Monsterrat. A obra ganhou o "Prêmio Nacional de Literatura Infantil y Juvenil" de 2007, concedido pelo Ministério da Cultura da Espanha. Recomendo à todos os leitores, sendo uma leitura leve, relaxante e cheia de sensibilidade.    

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mensagem da Semana

Olá leitores,
Gostaria, primeiramente, de desculpar-me pela minha ausência aqui nos últimos dias e pela falta de novas postagens. Minha vida anda tão corrida que estou sem tempo até de respirar rsrs...Mas as coisas estão entrando nos eixos e logo terei mais tempo para postar novos textos. Hoje sobrou um tempinho e eu vim deixar para vocês a frase, ou melhor, a mensagem da semana. A mensagem a seguir é de minha autoria, querendo dar força aos que estão passando por dificuldades.

A vida é repleta de obstáculos, mas Deus pôs pessoas ao nosso lado para nos ajudar a superá-los. Aquelas que nos amam de verdade, estarão sempre conosco, nos melhores e piores momentos, nos ajudando a enxergar novos horizontes e seguir em frente.

Espero que essa pequena mensagem possa confortar alguns corações que estão em apuros.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CriARTividade

Cores em Cores
Michelle Barros Oliveira
A arte é fruto da imaginação humana, da capacidade de sonhar, desenvolver e criar obras, exclusivamente pertencente à nós, seres humanos. Assim, atualmente aquele capaz de estender sua imaginação é visto como um mágico, capaz de seduzir e emocionar com sua obra.
Muitas vezes, o homem cria em busca da reestruturação de si próprio e do ambiente de uma forma utópica, além de muitas vezes, ter o objetivo de expor crenças comuns para serem articuladas, sendo verdadeiros testemunhos históricos e contribuindo na visão de mundo de muitos.
A criatividade é o ponto de partida para a criação de uma obra de arte, que permite que muitas vezes, meros objetos se tornem obras primas. Assim fez Picasso em sua obra "Cabeça de Touro" utilizando o banco e o guidão de uma velha bicicleta. Contudo, podemos conceituar que mesmo o mais precioso objeto não pode ser considerado uma obra a não ser que haja imaginação e trabalho manual, seja ele qual for, em seu processo criativo. Este, pode se dizer que é composto por uma série de saltos imaginativos e inúmeras tentativas do artista de dar forma à sua imaginação. Esse novo objeto criado, tende a ser visto por uma coisa viva por seu criador. Devido à isso, a criatividade já foi um conceito reservado à Deus, pois somente Ele poderia dar forma á uma ideia.
Cabeça de Touro
Pablo Picasso
A arte faz parte da vida humana desde seus primórdios, onde o homem começou a produzir ferramentas com a finalidade de superar suas limitações físicas, além de produzir objetos sem utilidade imediata, conhecidos como obras de arte. Atualmente, a arte está presente em todos os lugares, inclusive nos vários objetos que utilizamos em nosso dia a dia. Precisamos então aprender a apreciar os mais diversos tipos de arte com que nos deparamos. Necessita-se criar opiniões e gostos próprios a respeito das obras de arte e para isso, refletir sobre a razão e à quem o artista cria é essencial.
O artista não cria apenas para satisfazer seu próprio desejo, mas para que sua obra seja apreciada, sendo muitas vezes a apreciação o motivo principal para criar, pois o processo criativo não finaliza-se enquanto a obra não encontrar um público específico, aquele que ama e respeita a arte.
A partir da frase "A arte é o último estágio da evolução de uma sociedade", podemos analisar que a arte está presente em tudo e influencia uma sociedade em todos os aspectos, seja na educação, na arquitetura e principalmente na cultura de um povo. Acredito que o Brasil ainda é de certa forma bastante leigo e precisa evoluir bastante no quesito Arte. É necessário maior valorização e contato da população com os variados tipos de arte, locais ou estrangeiras. O caminho para encontrar a arte está aberto à todos, podemos assim ampliar nosso conhecimento e com aprendizado, pesquisas e valorização, conseguimos criar opiniões e escolhas individuais a respeito das obras de arte, podendo afirmar que sabemos sobre aquilo que gostamos.

Partindo da leitura de algumas partes do livro "Iniciação à História da Arte" e "História da Arte"de Graça Proença, escrevi estas reflexões sobre o que é a Arte e suas finalidades. Agradeço ao meu professor de Arte Leandro Bessa pela orientação e incentivo. Espero que tenham gostado. Deixem seus comentários!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Hamlet

"Ser ou não ser, eis a questão"
Esta famosa frase de Shakespeare faz parte do texto da peça teatral do gênio dramaturgo (meu ídolo) William Shakespeare que assisti semana passada. Hamlet.
Com concepção e direção de Ron Daniels, Thiago Lacerda brilha em sua interpretação do protagonista em crise, o atormentado, revoltado, louco e frágil príncipe da Dinamarca.
A trama tem início quando o rei Dinamarquês morre e seu filho não sucede o trono. Eleito pelo congresso, o irmão do falecido rei toma o poder e logo se casa com a viúva. O jovem príncipe, triste com a morte de seu querido pai e indignado com o ríspido casamento da mãe, recebe misteriosas visitas do suposto fantasma de seu pai. Ele afirmava ao filho que fora assassinado por seu próprio irmão que usurpou seu trono e sua esposa e queria que Hamlet vingasse sua morte. Atormentado com os fatos, o príncipe decide fazer a vontade de seu pai e quer vingança. Abalado e angustiado, procura pelo melhor momento de matar seu tio. E assim, típico de suas peças, Shakespeare dá um trágico final a seus personagens, nos mostrando que vingança apenas gera mais vingança e nada mais além da morte.
A atuação de Thiago Lacerda é realmente incomparável. Uma das partes que mais chama atenção é a crise existencial em que entra o protagonista e como Thiago consegue com interpretar de forma tão real. Ele realiza seu papel com muita seriedade, encarando esse grande desafio após um ritual de preparação.
Em meio a tanto aborrecimento e questionamentos, percebemos um pouco de humor, eis que surge uma cena para descontrair, dois coveiros mineiros muitos divertidos, interpretados por Fernando Azambuja e Chico Carvalho que levam a platéia a gargalhar com suas falas e seu jeitão mineiro de ser. 
Os figurinos escolhidos são bem casuais com um detalhe interessante: Hamlet usando All Star.
Ron Daniels adaptou o texto para a realidade brasileira, com uma linguagem mais simples e mais fácil de ser compreendida, além de leves toques de humor e figurinos bem descontraídos, permitindo maior interação do público com os artistas. Porém, sempre de forma fiel ao texto original.
Particularmente, adorei a peça. Porém, é necessário pelo menos um pouco de interesse por parte do espectador pela obra de Shakespeare para que goste do espetáculo, pois é complexo e exige atenção para não perder nenhum detalhe.
Recomendo à todos porque realmente vale a pena conhecer esta maravilhosa obra e conferir de perto a atuação ímpar de Thiago Lacerda e de todo o elenco nesse grandioso espetáculo.

A peça está em cartaz no teatro TUCA em São Paulo.
Às sextas-feiras e sábados às 21h e domingos às 19h.
Clique aqui para mais informações sobre o espetáculo e venda de ingressos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Frase da Semana

Olá leitores!
Bom, como eu já havia dito há um tempinho, aqui vai uma frase de minha autoria para esta semana.

O que o a vida separa, o destino e o amor unem novamente.

Boa noite e boa semana,
Beijos!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Apaixonada por Palavras


Quando vi esse livro, me identifiquei imediatamente porque assim como a autora, sou completamente apaixonada por palavras.
Escrito pela autora Paula Pimenta, -autora da série de livros "Fazendo Meu Filme" e  "Minha Vida Fora de Série"- o livro reúne crônicas maravilhosas, onde passamos a conhecer Paula melhor, fazendo parte de seu dia a dia, compartilhando de suas suas experiências, alegrias, tristezas e paixões. 
Cada crônica tem uma essência diferente. Umas cheias de humor, outras que nos fazem derramar muitas lágrimas e aquelas que nos fazem suspirar. Apesar de ter gostado de todas elas, encontrei três que realmente me apaixonei e vou contar um pouquinho sobre estas crônicas aqui. 
"Apaixonada por Palavras", sendo a crônica-título do livro, a autora diz que o que desperta sua curiosidade em uma pessoa é ela saber escrever o que pensa e que garotos que escrevem bem, o que são poucos, têm um charme diferente. Eu concordo plenamente. 
"Minha Coisa Preferida" outra crônica maravilhosa que me me emocionou. Como já disse anteriormente no texto "Minha Mia", Paula fala sobre sua cachorrinha Menina que a ajuda a superar os momentos mais difíceis. Porém, o que fazer quando Menina não está mais por perto e a dor de sua perda precisa ser superada?
"A História do Meu Livro" Nessa crônica, a autora discorre a respeito de como ela começou a escrever seu primeiro livro "Fazendo Meu Filme 1". Ela conta como foi o processo de escrita, a procura por uma editora para publicar o livro, a edição e escolha da capa, a angústia da espera pela publicação e a emoção ao ver seu próprio livro sendo vendido e sua história emocionando leitores.
O livro todo é maravilhoso, foi muito bem editado e tem algumas particularidades que o deixam ainda mais especial, como o fato de algumas frases lindas em cada crônica serem destacadas, nos fazendo refletir um pouco mais sobre cada uma delas. Algumas crônicas são iniciadas por trechos de músicas; todas elas possuem a data de quando foram escritas e no final de cada uma foi colocado um coraçãozinho rosa, o que eu achei muito fofo.
É uma leitura fácil, relaxante e por ser dividido em crônicas, pode-se ler uma delas quando quiser. De fato, um ótimo livro de cabeceira. Recomendo à todos. Garanto que irão se apaixonar pelas palavras.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Minha Mia


Ontem li uma linda crônica do livro “Apaixonada por Palavras” da Paula Pimenta chamada “Minha coisa preferida”. A autora falava sobre sua cachorrinha “Menina”, que a ajudava a vencer todos os obstáculos da vida, alegrando-a sempre. Essa crônica me inspirou e então decidi escrever sobre minha coisa preferida...

Assim como Paula Pimenta, minha cadelinha é minha coisa preferida. Ela é minha companheira de todos os momentos, minha melhor amiga, minha filhinha. Ela faz parte de mim.
Eu sempre gostei muito de cães, desde pequenininha. Porém, meu pai não gostava nada deles, talvez por algum trauma, não sei direito. 
Contrariando o desgosto de meu pai por cachorros e levando em conta meu amor por eles, há quase quatro anos, faltando poucos dias para meu aniversario de 10 anos, em junho, fomos minha avó, minha mãe e eu a um pet shop em busca de uma cadelinha para mim. Ao vê-la, aquela coisinha tão pequenininha, tão fofinha... não teve jeito, me apaixonei por ela. A Mia. O nome já estava escolhido, era a princesa Mia do filme “O Diário da Princesa”, que eu amava e ainda amo. Ela era muito pequena e magrinha, com apenas 3 meses de idade. A vendedora disse que ela era muito frágil e que adoeceria muito fácil. A princípio minha avó e minha mãe não queriam comprá-la, mas eu as convenci. Elas perceberam o brilho em meus olhos e sabiam que a Mia havia nascido para ser minha. Aquela carinha de “cachorro que caiu da mudança” pedindo para que eu a levasse. E foi isso que fizemos: compramos, pegamos todas as recomendações e a levamos para casa.  Foi o melhor presente de aniversário que eu já ganhei. Ah, vale lembrar que meu pai estava viajando nesse dia (hehe). Arrumamos todo o cantinho da Mia na área de serviço e esperamos até que meu pai chegasse no dia seguinte. Ao chegar, acho que ele ficou um pouco assustado, ficou um pouco distante. Porem, em poucos dias a Mia o conquistou e hoje ele também é completamente apaixonado por ela. É só ela fazer uma carinha de “pidona” que ele dá tudo que ela quer!
Acho que os cães tem algum sentido que os faz perceber que precisa dele naquele momento, um instinto de proteção. Sempre que alguém na casa está triste ou doente, lá vai a Mia com aquela carinha, andando com aquele rebolado de sempre para nos alegrar e confortar. Ela ama carinho e vive disso. Acredito que ela é capaz de ficar dias sem comer, apenas recebendo carinho. Fica o dia inteiro no colo de alguém ou debaixo do sofá, dormindo. Sempre que minha mãe está em casa, ela chega arranhando as pernas dela para pedir colo. Mas assim que chegam pessoas conhecidas, ela está pronta para fazer seu trabalho de alegrar a todos, vai correndo e é aquela festa. 
Nem todos da minha (grande) família gostam da Mia (não sei por que), mas posso garantir que ela já conquistou muitos e que ainda conquistará, com sua doçura, carinho, amor e charme. Ela apenas quer respeito, amor e carinho, sem nada em troca. Não liga para bens materiais e está sempre querendo alegrar as pessoas, sem guardar magoas nem ressentimentos. Os cães são assim, sempre dispostos a nos fazer companhia e tornar nossa vida mais leve. Porém, as carinhas, as andadas rebolando, seu rabinho peludo, os incansáveis pedidos por petiscos, suas latidinhas, lambidinhas, barriguinha rosa, seus laçinhos (que param em todos os lugares, menos na cabeça), suas corridas atrás do rabo, seus cochilos em minha cama, espreguiçadas ao acordar, as arranhadas para pedir colo e o amor incondicional que ela nos dá a tornam especial. Única. A tornam Mia. Minha princesa Mia. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Anna e o Beijo Francês

Aqui está, como prometido, uma resenha de um livro para adolescentes. É um livro ótimo, tão gosotso de se ler que parece que estamos passeando por Paris a cada página. Fofo, esta é a palavra! Saibam um pouco mais sobre essa linda história de amor... Eu amei e tenho certeza de que muitos também vão amar.

Paris, a Cidade Luz. A cidade mais romântica do mundo. Este é o cenário do romance "Anna e o Beijo Francês" escrito por Stephanie Perkins e publicado pela editora Novo Conceito.
A protagonista é uma garota americana de 17 anos, apaixonada por cinema e sonha em ser uma famosa crítica de filmes que é enviada por seus pais a cursar seu último ano antes da Universidade em um colégio interno para americanos em Paris. Apesar de todos os encantos dessa cidade maravilhosa, Anna Oliphant não não está nada satisfeita com a ideia de se mudar, pois não quer deixar sua melhor amiga, seu emprego, sua família e um possível namoro. Em Paris, a princípio, o medo e a insegurança a dominam. Porém, o destino toma conta disso e ela faz amigos maravilhosos, em especial, o encantador, inteligente, lindo, e muito cheiroso,Étienne St. Clair, um garoto cuja mãe é americana, o pai francês, ele nascido em São Francisco e criado em Londres. Um verdadeiro internacional com um lindo sotaque britânico. É amor a primeira vista, mas algumas coisas  impediam Anna de adimitir isso: St. Clair tinha namorada; Meredith, uma de suas melhores amigas também gosta dele; e ela não esquece Toph, seu pretendente de Atlanta. Mas Étienne e Anna se aproximam, enfrentam probelmas juntos, ajudam um ao outro e sua amizade fica cada vez mais forte. Com o desenrolar das coisas, fica mais difícil para os dois esconderem seus sentimentos um pelo outro e amor finalmente vem à tona.
É um romance empolgante, divertido envolvente e cheio de vida que nos faz torcer para que o amor entre Anna e Étienne vença a qualquer custo. E o melhor: acontece na maravilhosa Paris! É uma leitura rápida e relaxante. Porém, acredito que a revisão deixou um pouco a desejar, pois algumas falas estão confusas. Mesmo assim não tem como não se encantar pelo livro e eu recomendo à todas as pessoas românticas como eu , principalmente jovens, pois com certeza grandes amizades e o amor adolescente que nos faz vibrar irá conquistá-los.
"Stephanie Perkins escreveu um romance de estreia divertido, com personagens espirituosos que garantem dedos formigando e corações derretendo"

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Noite Feliz...


Hoje é uma noite muito importante, quando comemoramos o nascimento do Menino Jesus (que na verdade é no dia seguinte) com festas, comidas deliciosas, presentes e o mais importante: estamos ao lado de pessoas que amamos. Particularmente, adoro o natal e acho que é uma das melhores datas do ano.
Gostaria apenas de deixar aqui uma pequena e singela mensagem a vocês, meus queridos leitores. Que todos tenham um natal maravilhoso, cheio de paz alegria e muito amor. Agradeço a Deus pela linda família que tenho e peço proteção para todos nós. Que possamos usar essa data para revermos nossos conceitos e analisarmos nosso ano, as nossas conquistas e derrotas... E que possamos nos tornar pessoas melhores e ter um 2013 maravilhoso. Que possamos evoluir, amar o próximo, aprender a conviver e tornar esse mundo um lugar melhor para viver.
Uma ótima noite à todos, um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo (adiantado)! Que 2013 seja cheio de paz, alegria, amor e tudo de bom!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ismael - Um romance da condição humana

"Esta é uma leitura necessária e urgente para todos aqueles, jovens e adultos, que têm um desejo sincero de salvar o mundo."
Traduzido para mais de 20 idiomas, o livro de Daniel Quinn "Ismael - Um romance da condição humana", publicado pela editora Peirópolis é fantástico.
A mensagem nos classificados de um jornal: "PROFESSOR PROCURA ALUNO Deve ter um desejo sincero de salvar o mundo. Candidatar-se pessoalmente." leva o narrador a conhecer Ismael, um gorila bastante sábio que consegue de alguma maneira se comunicar com este homem e muda por completo sua vida.
Em uma sala alugada, com uma cadeira onde senta-se o aluno, o sábio Ismael atrás de uma vidraça e um cartaz na parede que diz "Com o fim da humanidade, haverá esperança para o gorila?", vários diálogos são desenvolvidos. Ismael conta sua história ao aluno, dando início à uma relação que vai muito além de professor e aluno, uma relação de grande amizade. Usando os termos "Pegadores" para designar as pessoas de nossa cultura e "Largadores" para as pessoas de cultura diferentes, além de "Mãe Cultura" aquela que representa nossa cultura e ensinamentos que aprendemos a partir dela; são tecidos pensamentos sobre os mais diversos temas com o objetivo de traçar o surgimento do mundo, o que levou as coisas a serem como são agora e o que podemos fazer para salvar o mundo. Utilizando conceitos já existentes, o professor conduz seu aluno a encontrar perguntas e respostas, onde se percebe que nossa cultura é cheia de mitos, descobre-se sobre a evolução do ser humano, de seu modo de viver e procura-se uma lei para vida, um jeito de se viver em harmonia com o mundo, de pertencer à ele. São encontradas relações que nos levam a perceber que nós, Pegadores, vivemos em uma prisão cultural bem-organizada que pode ser considerada uma fábrica onde destruímos o mundo, justamente por vivermos em guerra com ele. Essa destruição é uma consequência de atos do ser humano bilhões do anos atrás quando começamos a aumentar a produção de alimentos com a agricultura. Consequentemente houve um aumento populacional que ocorre até hoje e não está sendo controlado. Assim, outras espécies são prejudicadas, entrando em extinção levando a um futuro não pouco provável onde o homem viverá sozinho e definhará por falta de alimento e natureza à sua volta. Porém esse possível futuro pode ser mudado, se percebemos que o mundo não é somente do homem, que não somos especiais e sim que fazemos parte dele não estando isentos da realidade biológica que governa todas as outras espécies; não há um abismo entre o homem e a criação como nossa cultura diz; devemos encontrar  nosso papel aqui, sabendo que o mundo não foi feito para o homem e ele não foi feito para governá-lo.
Os diálogos entre Ismael e seu aluno estão presentes em quase todo o livro e são muito profundos, o que exige muita atenção e concentração durante a leitura. É necessário estar no momento certo e preparado para esta leitura, por isso, recomendo-a para o público adulto. Porém, não especificamente pois acredito que muitos jovens interessados irão gostar também. Confesso que o livro não me conquistou nas primeiras páginas, achei cansativo e monótono, mas recomendo que prestem bastante atenção na obra completa e persistam pois é uma leitura que vale a pena. 
Após muitas dificuldades para encontrar uma editora que publicasse seu livro, Daniel Qiunn vence o concurso "Turner Tomorrow Fellowship" específico para obras de ficção que apresentam soluções para problemas globais, tornando Ismael, um apaixonante romance de aventura espiritual, também um Best Seller.

Acredito que esta resenha agradará mais o público adulto. Porém, como já dito, postarei resenhas de livros voltados para adolescentes, estou trabalhando nelas. O que acharam desta? Deixem seus comentários.